O Fractal System – Sistema de Inteligência da Informação foi desenvolvido com a finalidade de realizar o diagnóstico da rede pública de ensino do Estado do Rio de Janeiro, envolvendo 1842 unidades escolares.

Contudo, esta ferramenta foi concebida segundo um objetivo muito mais amplo: diagnosticar – de forma sistemática – qualquer tipo de objeto que possa ser conhecido pelo ser humano.

Após o sucesso do projeto inicial, o Fractal foi sendo aprimorado com as novas tecnologias da informação emergentes no mercado, em busca de realizar a ideia original: conhecer e gerenciar grandes redes de objetos, de qualquer tipo ou complexidade.

Por exemplo: uma rede de objetos-aeroporto, uma rede de objetos-escola, uma rede de objetos-estádios de futebol, uma rede de objetos-barragens e assim por diante.

Apesar de constituir uma ferramenta de natureza tecnológica, o Fractal foi criado a partir de métodos e conceitos da teoria do conhecimento, da lógica e da matemática avançada, procurando imitar as funções centrais do conhecimento humano.

Modelagem em tempo real, sem a necessidade de serviços de programação.

Agora vamos destacar o que é mais importante: o Fractal funciona de modo tal que o usuário pode realizar a modelagem de sua rede de objetos e as futuras modificações do sistema sem a necessidade dos longos e custosos serviços de programação convencionais.

Conhecer um objeto exige que se estabeleça um ponto de vista abstrato sobre ele.

O Fractal System possui um Painel que permite a modelagem do conhecimento sobre o objeto de interesse segundo o ponto de vista do gestor ou especialista da área, dividindo-o e compondo suas partes do como se fosse um “lego”.

Por exemplo: o que é um estádio de futebol? Para responder a essa pergunta o Fractal permite decompor o estádio em categorias, entidades e itens. Em seguida, em função das necessidades dos usuários, são formuladas perguntas sobre cada item do objeto-estádio. Estas perguntas compõem questionários. Esses questionários, após preenchidos, podem gerar comparações detalhadas entre os objetos da rede através de índices matemáticos, relatórios e gráficos.

Esse processo de modelagem é realizado por intermédio de um Painel que não requer os longos e custosos procedimentos de programação usuais no mercado.

Tomando como exemplo os estádios de futebol acima mencionados: desenvolvemos um modelo para gerenciar a rede de 12 estádios de futebol que foram sede dos jogos da Copa de 2014. Utilizamos no Brasil o manual da FIFA e construímos o modelo de estádio, adotando 33 categorias que se subdividiram em 367 entidades e que se associaram a 34.420 perguntas aplicadas a cada detalhe ou especificação do modelo.

O conhecimento humano precisa de imagens.

Em cada item de um questionário, podemos anexar imagens, documentos, plantas e diagramas que se relacionam direta ou indiretamente a(s) parte(s) ou conceito(s) do objeto-estádio. Por exemplo: um conjunto de perguntas sobre as instalações de um sanitário do estádio são acompanhadas de fotografias que fornecem informações visuais de cada detalhe do sanitário.

O conhecimento humano exige a localização espacial dos objetos.

Cada objeto no Fractal possui, como um de seus atributos, suas coordenadas geográficas, o que permite seu posicionamento espacial em mapas interativos, disponibilizados através de Serviços de Geolocalização WEB encapsulados no Sistema. Com isso, todos os dados associados a cada objeto, como fotos, documentos, plantas e imagens, ficam georreferenciados na mesma localização.

Uma grande inovação recente do Fractal consiste em projetar no Google Maps amplos conjuntos de informações geográficas – em formatos kml e kmz – a partir de integração com os seus bancos de dados nativos, proporcionando imensa racionalização e economicidade para os processos de geoprocessamento. Um exemplo dessa aplicação foi o projeto de modelagem e automação de todos os rios das bacias hidrográficas do Araguaia e Tocantins, localizadas na Amazônia Legal brasileira.

O conhecimento humano exige a dimensão temporal dos objetos.

O Fractal permite que o usuário estabeleça um plano de ciclos de monitoramento de cada objeto da sua rede, o que permite avaliar a conformidade de ações preventivas e/ou corretivas adotadas pela gestão ao longo do tempo. O usuário pode estabelecer o foco de cada ciclo, escolhendo os itens e aspectos que deseja monitorar ao longo do tempo, em conformidade com as suas necessidades gerenciais.

O conhecimento humano precisa de dados concretos sobre os objetos.

Após a construção do sistema a partir do modelo, as equipes de inspetores e/ou auditores de cada estádio podem cadastrar dados no sistema, preenchendo o questionário e associando fotos de cada detalhe.

As informações coletadas em campo através de dispositivos móveis geram automaticamente o cálculo de indicadores, índices, relatórios, alertas e gráficos. Isto permite ao Fractal System realizar diagnósticos completos sobre o objeto de interesse ou sobre os diversos componentes que o compõem. Tudo converge para conhecer de forma integrada a rede de 12 estádios em cada detalhe.

Outra função do conhecimento humano: formular as perguntas e buscar as respostas!

As respostas às perguntas que fazem parte do modelo dão conteúdo concreto ao sistema e criam uma base de dados riquíssima e interna a organização, permitindo conhecer especificamente cada objeto da coleção que compõe a rede. Além disso, permite comparar os objetos da rede, gerando índices, gráficos e relatórios.  

O poder do conhecimento: dominar os objetos com a mente.

A medida em que o questionário é respondido pelos cadastradores no campo, o sistema é automaticamente atualizado com as novas informações e o gestor passa a ter acesso imediato aos resultados gerados sobre cada detalhe dos objetos, não importando onde estejam geolocalizados.

Deste modo, o Fractal cria, a partir de modelo definido para a organização, um sistema capaz de processar milhares de resultados e realizar simulações que cobrem todos os detalhes desejados de cada objeto, deixando toda a complexidade em segundo plano.

É como se o Fractal permitisse ao gestor tomar decisões sobre os objetos, navegando sobre as linhas de um mapa mental.

O nó do conhecimento humano: a realidade é dinâmica, então os modelos de conhecimento também devem ser dinâmicos.

Conforme dissemos, um sistema pode ser construído dinamicamente pelo Fractal.

Vamos supor que o gestor deseje criar um novo sistema a partir de um primeiro sistema já desenvolvido com o Fractal. O gestor pode desenvolver progressivas versões com as transformações que se fizerem necessárias para adequá-lo a uma nova realidade ou aos novos tipos de problemas do negócio. Isso pode ser feito preservando os dados do anterior e proporcionando uma memória do conhecimento expansiva ao longo do tempo.

Este ponto é vital: é possível e normal, segundo o ponto de vista do Fractal, construir um novo sistema a partir da alteração do modelo, preservando o anterior, de modo tal que o gestor pode adequar o sistema à evolução natural da sua organização.

Portanto, voltando ao exemplo: um enorme manual da FIFA – mantido em PDF, como tantos outros que habitam as organizações – que envolve enorme complexidade para aplicação na padronização e monitoramento dos estádios, se transformou – através do Fractal – em sistema dinâmico com dados, fotos e coordenadas que cobrem todos os detalhes de dezenas de milhares de requisitos sem necessidade de planilhas e imensas descrições literárias. Toda a complexidade de um manual em formato estático é substituída e superada de forma radical por um único sistema on-line orientado a questões.

O leitor pode agora transportar para os eventos críticos aquilo que foi explicado acima.

A flexibilidade do Fractal permite que sejam concebidas várias formas de gerenciar eventos críticos como, por exemplo: epidemias, fenômenos meteorológicos e sísmicos, distúrbios sociais, conflitos armados, grandes acidentes e similares.

Neste caso, o objeto do Fractal é o “recorte do evento crítico”, ou seja, a localização espaço-temporal onde se desenrolam os processos e efeitos do evento crítico. A título de demonstração do poder do Fractal para gerir eventos críticos, adotamos o CASE-SANDY.

Como recortes do evento crítico SANDY, identificamos 12 estados e seus 480 condados. Cada condado é um objeto-recorte que pode ser analisado no Fractal em conformidade com um modelo de 12 categorias, que vão do transporte público, estradas, ruas e avenidas às residências atingidas e desabrigados pelo evento. Estas categorias foram divididas em 63 tipos de entidades que podem ser diagnosticadas de forma detalhada por questionários com dezenas de perguntas sobre cada aspecto que constitua o foco de interesse do gestor.

Equipes em campo podem percorrer cada condado e, mediante o uso de dispositivos móveis, vão preenchendo os questionários, capturando as fotos e as coordenadas de cada detalhe dos impactos provocados pelo SANDY na sua trajetória de destruição. O resultado é um mapeamento sistêmico, completo e segmentado dos efeitos do evento crítico. Esta pode ser a utilização imediata do Fractal.

Contudo, a partir do diagnóstico realizado através da inspeção realizada pelas equipes em campo, o Fractal permite ao Gestor o seguinte:

[1] – Elaborar Planos de Ação para recuperação de cada detalhe diagnosticado, definindo prioridades, recursos, prazos e responsabilidades.

[2] – Monitorar a execução de cada uma destes Planos de Ação ao longo do tempo.

[3] – Avaliar os efeitos de cada Plano de Ação mediante índices e relatórios.

Neste caso, desenvolvemos um case real, porém meramente ilustrativo, da utilização do Fractal no processo DIAGNÓSTICO, PLANEJAMENTO e EXECUÇÃO de um evento que já ocorreu, o furacão SANDY. Este é um tipo de utilização CORRETIVA.

Contudo, o ideal é que o Fractal seja aplicado em três níveis de gestão dos eventos críticos:

[Nível-1] – APLICAÇÃO PREVENTIVA

Criação de Cenários – Armazenar, processar e simular informações interdisciplinares para prevenir danos provocados por eventos críticos.

Definir Planos de Ação preventivos para cada tipo de ameaça ou vulnerabilidade. Por exemplo: terremotos, eventos climáticos, ataques terroristas, epidemias, distúrbios sociais, conflitos e demais ameaças que sejam estratégicas.

[Nível-2] – APLICAÇÃO EMERGÊNCIA

Imediata identificação, classificação e avaliação do evento crítico.

Além das funções convencionais do Fractal, no caso de um alerta ser acionado, o Plano de Ação é enviado imediatamente para cada equipe de cada órgão mediante e-mail e SMS.

Acompanhamento da evolução temporal do evento crítico.

Construção on-line e compartilhamento de novos Planos de Ação e operações em cada etapa do processo de decisão, conforme a evolução do evento crítico.

[Nível-3] – APLICAÇÃO CORRETIVA

Realização de diagnóstico, planejamento e gerenciamento de medidas corretivas.

Implantação de Planos de Ação.

Monitoramento e avaliação da execução de cada Plano de Ação.

Avaliação dos efeitos dos Planos de Ação.

Esse é o delineamento, absolutamente sintético, da aplicação do Fractal aos eventos críticos. No momento em que a Civilização começa a relativizar a ideia de “progresso” e passa a se concentrar na crescente realidade de múltiplos cataclismos que ameaçam a sobrevivência da espécie humana, pensamos que o Fractal pode fornecer uma contribuição para o efetivo equacionamento de tais ameaças. Um equacionamento que passa principalmente pelo conhecimento detalhado e objetivo dos problemas e pelo compartilhamento de soluções.

O conhecimento humano e a recursividade.

O Fractal se destaca porque seu foco é a gestão do conhecimento de objetos. O nome “fractal” foi inspirado pelas novas geometrias recursivas.

A recursividade constitui uma conquista central da mente humana, envolvendo a possibilidade de pensar funções de funções de funções … e objetos de objetos de objetos…

Michael C. Corballis é um emérito psicólogo, autor e pesquisador da Universidade de Auckland, Nova Zelândia. Suas pesquisas envolvem evolução da linguagem, ciências da cognição, percepção e memória.

Recentemente, Corballis publicou uma obra que tem como título “A mente recursiva” [The Recursive Mind: The Origins of Human Language, Thought and Civilization].

Nesta obra, que se transformou em referência para as ciências da cognição, Corballis afirma que a característica que distingue a mente humana das outras espécies é a nossa recursividade.

Justamente, o Fractal foi concebido segundo esse paradigma: seus algoritmos e funcionalidades recursivas procuram imitar a maravilhosa profundidade da mente humana, em sua eterna busca por novos conhecimentos.

Paulo Adler

Graduado em Física, Graduado em Filosofia e Doutor em Teoria do Conhecimento / Epistemologia.
Professor Adjunto da Universidade Federal do Tocantins.

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